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    30.9.05


     
    "Torna-te quem tu és". Nietzsche
    Sempre adorei essa citação, mas, pensando bem, é impossível por em prática.
    Há a parcela dos outros, né?
    O teatrinho, então, é inevitável e até uma questão de sobrevivência.
    Mas sou péssima atriz. E o filósofo não estava preocupado com a prática.

    Não acredito mais no amor romântico. Acredito no romantismo dos amores efêmeros.
    É que da porra do romantismo eu não consegui me livrar.

    Em 80% dos casos nos apaixonamos pelo personagem e não pela pessoa.
    Até quando houver criatividade para criar roteiros, ótimo. Enquanto o personagem puder ser interpretado, melhor ainda.
    Quando isso acaba, aí sim, a gente vê o que fica. E aí decidimos se é isso mesmo ou não.

    Não gostaria de exorcizar todos os meus fantasmas não, talvez só os mais assustadores.
    Eu sentiria falta deles de alguma forma.

    Hoje, o meu beijo seria o sabor mais amargo que alguém poderia experimentar na vida.

    Materialista porque preciso de um mínimo de organização? Não, é para me sentir aprumada mesmo. As "coisas" precisam estar sob o meu alcance, sim. Porém, jamais considero as pessoas como "coisas valiosas". As coisas para mim são apenas coisas mesmo, por isso precisam ficar arrumadas. As pessoas podem ser bagunçadas do jeito que for que já está valendo. Talvez esse seja o mal. Muita complacência.

    Quem casa quer casa. Quem se separa também...

    E o dever de casa da semana prescrito pela analista foi: "Praticar a cara de pau".

    O que você faz quando fica muito puto? Eu faço tudo, menos ficar calada.

    Não chorar dá dor de cabeça. Eu quero, mas não consigo.
    Ainda bem que lançaram a cartelinha com quatro comprimidos de neosaldina.


    6:25 da manhã


    29.9.05


     
    A (não) inveja do pênis

    Nessas horas perco a minha pouca fé na humanidade. O que leva um camarada a pagar R$ 16 pilas no cinema e passar quase a sessão inteira de "Inconscientes" se masturbando? Tá certo que o roteiro brinca com as teorias Freudianas, coisa e tal, e é sabido o vasto estudo de Freud sobre a sexualidade humana.
    Freud certamente acharia graça e entraria ainda mais em êxtase ao saber do meu desejo consciente naquele momento: ter uma peixeira na bolsa e acabar com a folia do infeliz.
    Pronto... Freud provavelmente usaria o caso para ilustrar a "inveja do pênis" que as mulheres sentem (segundo o próprio, obviamente). Mas era só revolta com a falta de noção mesmo...
    E Freud que tratasse de explicar o resto!

    Pô, masturbação é para quem pode!
    E tenho dito!


    10:07 da manhã


    27.9.05

    Orgulho de minha caixa postal

     
    Parte I

    Querida,
    Na Tradição Sufi diz-se que não devemos pedir a Deus que realize os nossos desejos, mas que aumente a nossa necessidade, porque, quanto mais precisamos, mais temos. Ou, como diz a própria Clarice...
    "...Ele (Deus), por exemplo, ele nos usa totalmente porque não há nada em cada um de nós de que ele, cuja necessidade é absolutamente infinita, não precise. Ele nos usa, e não impede que a gente faça uso dele. O minério que está na terra não é responsável por não ser usado."
    Que a sua necessidade seja absoluta...
    Kisses,
    Parte II

    "Para não pirar nesse caminho, acho que precisamos ter uma compreensão, um entendimento profundo, não intelectual, mas visceral de que somos sujeitos e objetos de nossas experiências. Estamos experimentando e sendo experimentados. Agimos hoje com base em comportamentos condicionados que foram experimentados por nossos ancestrais e que prevaleceram porque favoreceram a continuidade da nossa existência. Os comportamentos desfavoráveis foram ou estão sendo abolidos, cada qual no seu tempo, como também o serão aqueles que hoje experimentamos e que, em algum momento no tempo, mostrarem-se adversos à vida. Se agirmos como observadores e observados, acho que poderemos preservar a lucidez necessária para não confundirmos esses dois níveis da nossa existência, acabando por perdermo-nos." Bjs,
    ***
    É, eu tenho a sorte de conviver "no cotidiano diário do dia a dia" com pessoas assim... Ponto para mim!


    1:51 da tarde


    26.9.05

    Fim de Férias

     

    Almejei férias o ano inteiro, muitas expectativas. Dificilmente acontece tudo aquilo que você gostaria ou planejou. Mais pé no chão e menos planos da próxima vez:

    Fragmentos de férias:

    *A viagem que não aconteceu... Mais uma promessa não cumprida? Comporto-me como uma menina mimada que não teve a vontade atendida na hora? É, baby, talvez você tenha esquecido que não se deve prometer à crianças coisas que não se pode cumprir. Tá, eu ainda acho que mereço. E que você merece as minhas birras.

    *Quatro novas tatuagens. Sim, o tatuador disse que se conta pelos desenhos. E, sim, são pequenas. Cara limpa. A dor física não era páreo para mim no dia.

    *Apatia, o sentimento que mais desprezo na vida.

    *Uma bolsa fashion com estampa de onça. E baratinha!

    *Um all star converse de couro branco. Nem tão baratinho...

    *Algumas festas.

    *Alguma luxúria. Poucas gulas. Muita preguiça.

    *Elogios que acreditei.

    *Encontros e desencontros.

    *Novos "bons conhecidos".



    1:45 da tarde


    25.9.05

    Capitulo bíblico de um blog

     

    Demais:

    "O que eu gosto em blog é que cada um pode ler o que quiser. Não ler o blog que quiser, mas ler, no que eu escrevo, o que quiser. Não dá para saber se é aquilo mesmo que eu queria dizer. Na verdade nem se quer isso. Não me preocupo em ser coerente e tomar cuidado com o que escrevo apenas porque o blog é público. Quem sabe é que lê..."

    Esse post deveria ser considerado uma espécie de passagem bíblica para o mundo blog.
    Ela poderia até cobrar percentual sobre isso, hahaha
    A propósito, ELA é demais.


    5:35 da tarde


    Personas Alcoólicas... Qual a sua?

     

    Sempre gostei de minha persona alcoólica. Mais leve, menos sorumbática, mais risonha.
    Após um almoço italiano regado por um bom vinho, pela primeira vez uma persona alcoólica "non grata" se manifestou: a esquizofrênica-histérica. Ao invés de aproveitar os efeitos de tal desfrute, a persona insiste em:
    *Questionar a cor do cavalo branco de Napoleão.
    *Querer respostas sem ao menos saber qual a pergunta.
    *Vomitar palavras agressivas nas pessoas.

    E outras sandices...


    Eu hein! Nisso que deu adentrar a noite anterior ajudando Meméia a estudar "Psicopatologias". Ou da próxima vez peço uma cerveja mesmo.



    5:13 da tarde


    Adultescência

     
    Conversando e tomando uns chopes com amigos queridos, começamos a divagar sobre a adultescência em que me encontro.
    Muitas risadas, piadas, trocadilhos. Eis que começamos a tecer definições.
    Ah, o adolescente se sente confuso mesmo, afinal, não é mais uma criança e tão pouco pode ser considerado um adulto. Claro que não precisa ser um alienado, mas certos comportamentos são compreensíveis.
    Pô, pior é essa adultescência. Como definir? Vira o amigo e diz: Ué, você está fazendo tudo o que tinha vontade naquele tempo e não podia, simples assim, quer coisa melhor?
    Então está dentro do contexto ficar dentro do carro esperando "Vermilion" do Slipknot acabar de tocar para sair, né?
    Vira o amigo e diz: Você fez isso???
    Eu: hum hum...
    E onde estavam Meméia e Zizo (os amigos imaginários)?
    Estavam cantarolando ao meu lado...
    "...She isn't real..."


    5:04 da tarde


    23.9.05

    Estranho Familiar

     
    Já teve a sensação de não se reconhecer ao olhar no espelho, de ver um outro em você, sem necessariamente sair do seu estado "normal"? Pois é, essa experiência as vezes me ocorre, apontando para filosófica pergunta quem ou o que sou eu? Embora a pergunta seja profundamente existencial, a psicanálise (sempre ela!) dá respostas sobre essa questão ao dizer que somos constituídos partindo de um outro.
    Pois bem, acho que vem daí o tal estranhamento. Como ele, o cara - Freud - sabiamente denominou de "estranho familiar". Muito prazer! Hello Stranger!


    4:23 da tarde


    22.9.05


     
    SERES. DIZERES. PRAZERES

    ***
    Zizo, o meu amigo imaginário, verbaliza uma observação:
    Agora sei porque toda mulher chique que se preze carrega sempre uma garrafinha de água na mão... Porque remédio para emagrecer dá sede, muita sede!


    8:13 da tarde


    21.9.05

    Mãe é tudo maluca

     
    "... Mãe é maluca. Todas. A gente enlouquece no dia em que nasce o filho. Só que algumas se controlam mais, e outras, menos..."
    Declaração fantástica de Suzana Villas Boas na Revista TPM desse mês.

    Eu concordo 100%. E isso não é nada ruim. :)


    8:57 da manhã


    19.9.05


     
    Sempre acreditei que através dos amigos sabemos quem somos e vamos nos desvendando.
    Eles refletem isso de várias formas.
    Há exatamente um mês ganhei um presente que me deixou mais rica. O tipo de riqueza que quero sempre mais.
    Está aqui. Leio e releio toda vez que me afasto de mim e esqueço quem sou de verdade.
    Como leonina orgulhosa , todo dia 19 é dia de estampar um sorriso, festejar e lembrar do que cativei ;-)


    3:39 da tarde


    18.9.05

    Ciranda

     
    Eis a minha versão:
    Não sei bordar, costurar, tricotar, crochetear, pintar - meus pesares. Desenho muito mal, no máximo uma flor e um coração torto. Danço dependendo do clima, tenho que estar entusiasmada, canto as vezes no chuveiro ou no trânsito, adoraria saber tocar bateria, mas me falta bastante coordenação motora. Adoro artes e conheço menos do que gostaria.
    Fotografo mal mesmo com digital. Adoro ler, embora leia menos do que deveria. Gosto da tecnologia, mas tenho a sensação de que serei engolida. Gosto de cartas, mas tenho o péssimo hábito de passa-las a limpo. Curiosa por cheiros, sabores e sensações, mas sempre contida. Busco um bom senso que beira ao paranóico, desnecessário. Gosto de gente, animais e plantas, nem sempre nessa ordem. Cabelos atualmente longos e peso nunca do jeito que eu gostaria. Sorrio bastante para esconder a tristeza e muita gente nem repara como o sorriso camufla... Quase não choro mais e isso me aborrece. Muito melhor de garfo do que de fogão. Poucos conselhos, muitos palpites. Dinheiro altamente comprometido. Amo sem demonstrar, mas com tendências passionais, exageradas. Gosto bastante de frio e também do sol que aquece com leveza. De ver a chuva cair, a noite surgir e partir. Vivo no Rio de Janeiro, a contradição me inquieta, muita beleza e incoerência juntas. Quase não devo. Ou pode ser que sim, mas não monetariamente falando. Adoro embrulhos, papéis e fitas de cetim. Dou muito, mais do que o necessário e quero o retorno na mesma proporção, quase sempre não tenho. Também, quem mandou dar mais do que era para ser dado?
    Atenção é minha maior necessidade, não preciso de muito mais que isso.
    Quase não mordo. Mas quando mordo, é para doer, ainda que eu cuide do hematoma depois.

    E você?


    7:52 da tarde


    16.9.05


     
    Tardando mas não falhando ao aderir a CAMPANHA NAMORE UMA MÃE SOLTEIRA


    Meméia, minha amiga imaginária, vira para mim e fala: Sabe o estilo do rapaz que você acha bacaninha, na linha "The Strokes", fofo e despojado? Eu não consigo ver nada disso... Para mim ele parece mesmo o espantalho do pacote do fandangos...

    Comportamento auto destrutivo + tendência a auto sabotagem + "achismos"
    = Ressaca moral.
    O sabor não é nada agradável, algo como misturar arroz e feijão bem temperados com chantilly...

    Em uma (ou algumas) palavra(s), como você definiria liberdade?
    Paz de espírito!




    10:31 da tarde


    15.9.05

    P-A-L-A-V-R-A-S

     
    Palavras pensadas. Palavras ditas. Palavras esquisitas. Palavras ao ar...
    Palavras que se perdem. Palavras que não tem palavras. Palavras que tocam. Palavras que flutuam.
    Palavras Voadas!

    Diz o dito popular que "palavras o vento leva". Mas para onde?

    Esse blog não tem muitas apresentações. Apenas algumas explicações, porque eu gosto de me explicar, mas nem sempre.

    Sou do tipo que dá bom dia e depois pensa em pedir desculpas.

    O problema sempre foi começar. Surgiam as indagações: Porque?
    Contra: Ah, sou prolixa, obtusa, não concluo uma idéia, me faltam inspirações, encho o saco muito rápido, etc e tal.
    A favor: É terapêutico, é uma forma de exorcismo, de praticar a sublimação, de rir de si mesmo, de desenvolver o senso de observação, exercer a loucura, preservar a lucidez...
    De repente um motivo nobre vem à tona: Lembro-me que cria-se laços virtuosos que fazem toda a diferença...

    Ah! apenas palavras...

    Para criar intimidade, vou mostrar a minha tatuagem, mas não a epitelial e sim a que tatuei na alma. Ao invés de desenho, foram algumas palavras de Clarice Lispector:

    "... Tudo o que não se fez far-se-á um dia? A tecnologia ameaça tudo o que é humano no homem, mas a tecnologia não atinge a loucura e nela, então, o humano do homem se refugia..."

    Pronto, estamos meio íntimos!

    P.S: Meus dois psicólogos de plantão, um menino e uma menina, serão meus eventuais companheiros por aqui. Eles não possuem quaisquer rastros virtuais, nem adianta procurar. Aliás, será que existem mesmo? Quem sabe não são apenas amigos imaginários? ;-)


    2:11 da tarde