Arquivos
  • 08/2005
  • 09/2005
  • 10/2005
  • 11/2005
  • 12/2005
  • 01/2006
  • 02/2006
  • 03/2006
  • 04/2006
  • 05/2006
  • 06/2006
  • 07/2006
  • 08/2006
  • 09/2006
  • 11/2006
  •  
    Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com
     
    eXTReMe Tracker

    4.10.05


     
    Ato Falho

    Reparei que venho cometendo ato falho em relação a minha idade.
    Perguntam e falo a idade antiga. Quando percebo, já passou algum tempo para corrigir. E eu teria que dar explicações. E nem sempre gosto de me explicar.
    Seria receio do "retorno de saturno"?
    Ah, não importa!
    Chego a algumas conclusões. Não estou como e onde imaginei que estaria. Me vejo no meio de uma adultescência. Me sinto mais tranqüila, boba, porém tensa.
    Sempre tive espírito de velhinha.
    Aos 21, por exemplo, eu me cobrava por estar prestes a terminar a faculdade e não ter escolhido uma segunda ou não ter planejado a pós graduação, me perguntava quando viria o filho, me orgulhava de ter sido emancipada aos 20, comemorava quatro anos de casada e por aí vai.
    Não vivi metade das coisas que muitos viveram, mas vivi coisas que muitos nunca irão viver.
    Me prendi na gaiola porque quis e confesso que as vezes sinto muita falta dela.
    Isso tudo para que? Para nada, divagar não adianta. Ir devagar e sempre sim.
    Especular só se for para passar o tempo mesmo.
    Hahaha, será que isso pode assustar os mocinhos mais novos? Ou pode aumentar a condição de ímã? Seriam os sobrinhos o retorno de tudo que reneguei no passado?
    Ih, lá estou eu divagando novamente...

    Quer saber? Tudo é atemporal. Estamos submersos na atemporalidade. Quanto tempo faz um monte de coisas na sua vida? Quantos anos, meses ou dias?
    Exemplinhos? O que faz você conhecer uma pessoa há "tão pouco tempo" e ter a sensação de a conhecer a vida inteira? E o inverso?
    A cronologia te faz sentir mais seguro?
    Ai, ai, uma grande besteira, grande devaneio.

    Para sacramentar o "retorno de saturno":

    Legião Urbana - Vinte e Nove

    Perdi vinte em vinte e nove amizades
    Por conta de uma pedra em minhas mãos
    Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
    Estou aprendendo a viver sem você
    (Já que você não me quer mais.)

    Passei vinte e nove meses num navio
    E vinte e nove dias na prisão
    E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
    Decidi começar a viver.

    Quando você deixou de me amar
    Aprendi a perdoar
    E a pedir perdão.

    E vinte e nove anjos me saudaram
    E tive vinte e nove amigos outra vez.


    5:59 da manhã