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    16.11.05


     
    CRONOGRAMA FRAGMENTADO DO FERIADÃO

    Então... Vontade de fazer algumas coisas e ao mesmo tempo nada...

    Sexta feira -> Nada como um cinema no final do expediente. Filminho leve - Da cama para a fama - e companhia certeira, a Meméia, minha amiga nem tão imaginária assim.
    Enquanto esperamos a sessão começar tomamos algumas cervejas e comemos um sanduíche de lingüiça (de frango, para não pesar na consciência, hahaha).

    Sábado -> Durante o dia, rotina como nos velhos tempos. Sim, exatamente como nos velhos tempos, me sinto de cabeça para baixo. Tão como nos velhos tempos que até aproveito para comprar meu ingresso para o show de rock. Eu reclamava mesmo de que, hein? Ah, acho que era de mim mesma sem me dar conta.
    A noite, rasante pelo point (nem tão) underground, só para não ficar com a sensação de que não saí de casa.

    Domingo -> Almoço com Meméia e planos de passeios pela zona sul. A pança cheia e o calorão infernal nos desanimam. O que fazemos? Do restaurante vamos direto para o fresquinho do ar condicionado do cinema, desta vez para assistir ao tenso "Jogos Mortais II".

    *** Me dou conta que hoje faz 01 ano que ele se foi.
    Não digo que era como um pai, mas era uma presença.
    Figura paterna é algo que definitivamente não tive em sua plenitude. E, sim, Freud já explicou o resto.
    De padrinho, anos depois passou a sogro.
    Apostou em mim e me deu a oportunidade do primeiro emprego, aos 15 anos.
    Adorava uísque Jack Daniels e me prometeu a camiseta que vinha junto com o kit que havia comprado.
    Eu, que estava com ingresso em mãos para o show dos Guns and Roses, já fazia planos de ser vistapelo Slash ao usar tal camiseta.
    A competição e o ciúme da "prima" fizeram com que ele não me desse a camiseta. Tudo bem, padrinho. Eu fiquei puta, mas passou. Foi em mim que você pensou quando viu a camiseta, sinal que conhecia a minha banda preferida da época.
    Com ele aprendi a lendária pergunta "Procurou com vontade de achar?". Não tinha um que não achasse depois que ele falava isso.
    O dinheiro mais lamentável que gastei na vida foi com o seu velório. Ironia... Logo eu.
    Nessas horas o dinheiro é a coisa mais execrável que existe.
    Em sua intenção, bebi alguns chopes com amigas queridas e, curiosamente, não fiquei bebinha. E lembrei do porre de licor que tomei pela primeira vez em sua casa. Como eu estava me sentindo ao beber naqueles copinhos pequenos e bonitos.
    Obrigada por ter tido a sensibilidade de me ver como criança, menina e mulher. Por respeitar as minhas decisões. E quando penso que me tornei uma cientista por influência sua, confesso que sinto um certo orgulho***

    Segunda -> Programação que passa batida. O dia passou e não me dei conta.

    Terça -> Calor infernal na cidade maravilhosa. Escolho passear com a menina pela floresta. Ela se diverte bastante e faz muita manha por tanta saudade acumulada. Pego leve.
    À noite tenho os olhos borrados pelo lápis preto. Não foram borrados por lágrima e sim por suor. Enquanto acendo o fósforo, tenho uma das mais belas visões dos últimos meses. Narcisismo puro, devo confessar...


    E continuo me perguntando: Quem sou eu, estranha familiar? Quem é você?


    5:12 da tarde