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    8.11.05


     
    NAMORADA DAS ANTIGAS

    Texto de Renato Lemos, colunista do JB publicado na revista Programa de 04/11/05.

    Reencontrar uma velha banda de rock é mais ou menos como rever uma antiga namorada por quem fomos apaixonados um dia. Não adianta dizerem que ela já não é mais a mesma, que engordou, que tem três filhos problemáticos, que parou de beber, que gosta de novela das seis, que prefere shopping ao cinema, que anda freqüentando uma igreja esquisita, que botou silicone, que não adiantou nada o silicone, que foi pega outro dia comprando um CD pirata do Jota Quest. Quando a gente olha para ela, vê simplesmente aquilo que já foi um dia. A isso, alguns idiotas chamam de amor.
    Em músicas como Smoke on the water e Burn, que o Deep Purple mostrará por aqui, não há uma única vez a palavra amor. Não faz falta. Quando gostávamos do Deep Purple, amor não era a coisa mais importante. Guitarras sim. E Ritchie Blackmore, John Lord e Ian Gillan. Dos três, apenas o último estará por aqui, acompanhado dos não menos importantes Ian Paice e Roger Glover. Nem interessa se os cabelos estão mais brancos, se estão carecas, barrigudos, se as calças de couro não ficam bem para os homens de 60 ou se aquelas bandanas na cabeça sejam de fato ridículas.
    O amor, sabe-se, não é muito diferente disso.



    2:25 da tarde