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    24.11.05


     
    SOB UM LEVE DESESPERO... Que me leve daqui...

    Já sentiu um desespero enorme, uma vontade de chorar, de gritar quando alguém que você ama muito, pelo motivo que for, precisa ir embora?
    Pois é, se um adulto maduro e estruturado (pressupõe-se...) sente isso tudo e as vezes sucumbe, imagine uma criança?
    Foi duro ver a pequenina chorando copiosamente porque eu saí para trabalhar.
    Sabemos que as crianças são um tanto dramáticas e para nos atingir não é preciso muito esforço.
    Só que dessa vez o choro era sentido, magoado, de incredulidade...
    Como assim, eu teria que abandonar aquele momento tão sublime?
    Simplesmente não sabia como me comportar, mas mantive uma certa compostura, abandonei a farda de general e a abracei forte, explicando o que ela não queria ouvir. Que eu precisava ir, mas voltaria...
    Precisa ir nada! Ela esbravejou com raiva, ainda agarrada a mim.
    E como foi cruel o ato de ter que faze-la desgarrar e ela, ali, lutando contra...
    Ai... a minha vontade foi largar tudo e dizer: Venha, sweet child o?mine, vamos aproveitar a manhã de sol... Vamos brincar, dançar, cantar, nos lambuzar com um sorvete, deixa eu incrementar sua infância com momentos gostosos...
    Mas não foi o que fiz, lembrei das milhares de coisas que tinha a fazer no trabalho. E não tive coragem. Não foi por amor ao trabalho. Excesso de responsabilidade talvez, excesso esse que me remete a ela, mas eu não saberia explicar.
    E mesmo se soubesse acho que não faria diferença no final das contas.
    A vó a chamou para ir me dar tchau pela janela, ela disse não, mas foi.
    E deu o tchau ainda chorando e perguntando "porque" com os olhinhos tristes.
    Os meus, escondidos no óculos escuro, 1000 vezes mais tristes...
    Segui o meu caminho nem sei como, com nó na garganta, mas sem conseguir derramar a lágrima que queria sair. Saco!
    O mais doloroso foi ligar para casa e ouvi-la dizer que não queria falar comigo.
    Realmente a maternidade não é para qualquer um. Coragem, medo, culpa, incertezas.
    Mas o meu amor é incontestável. Tanto, que talvez ela nunca saberá o quanto...
    Alguém conhece algum antídoto contra a culpa para me indicar?
    ***
    " ... Eu que não fumo queria um cigarro
    Eu que não amo você
    Envelheci dez anos ou mais nesse último mês..."

    Música dos Engenheiros do Hawaii que esqueci o nome...
    ***
    É matar ou morrer, certo? Bem, já que me sinto meio morta, só estou atirando e recarregando os cartuchos.
    Zumbis são inatingíveis... Ou pelo menos pensam que são...
    ***
    Ainda assim, se não funcionar, me farei de morta para comer o coveiro...


    8:17 da manhã