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    20.12.05


     
    LUZES DE NATAL

    Ruas, lojas e shoppings enfeitados.
    Aquelas musiquinhas.
    Pessoas ansiosas comprando e consumindo, talvez só porque faça parte da confraternização.
    Talvez o desejo real de presentear nem exista.
    Confesso que gosto de admirar as luzes das árvores de natal, aquelas luzes piscando parecem pequenas estrelas, acessíveis.
    No entanto, não gosto de Natal.
    Talvez por ter poucas memórias de infância sobre a data.
    Existe uma referência torta de que é uma época que as pessoas elegem para fazer as pazes, repensar questões ou proferir todos os recalques acumulados.
    É fim de ano.
    Eu, que procuro repensar - muito, aliás - as questões independente de data, fico incomodada.
    Natal me lembra os porres de vinho barato que tomava aos 13, 14 anos.
    Cada membro da família em um canto.
    A decepção em descobrir que Papai Noel não existia.
    A parte gostosa é a inevitável troca de carinhos, principalmente, de um tempo para cá.
    O amigo oculto com as virtuosas.
    O olhar de alegria por cada descoberta da pequenina.
    Ok. As coisas se renovam. Talvez aí resida o espírito natalino.
    Para coroar, entro em um prédio comercial e lá está um homem vestido de Papai Noel tocando seu sino. Atrás de mim.
    Confesso que me irrita.
    Eis que ele estende a mão e me oferece um pirulito, me diz que estou com um olhar triste e pergunta se vou ao médico.
    Apenas sorrio e balanço a cabeça afirmativamente.
    Ele sorri de volta.


    11:23 da manhã