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    28.2.06


     
    New Order - Bizarre Love Triangle

    Every time I think of you
    I fell a shot right through into a bolt of blue
    It's no problem of mine but it's a problem I find
    Living a life that I can't leave behind
    There's no sense in telling me
    The wisdom of a fool won't set you free
    But that's the way that it goes
    And it's what nobody knows
    And every day my confusion grows
    Every time I see you falling
    I get down on my knees and pray
    I'm waiting for that final moment
    You'll say the words that I can't say
    I feel fine and I feel good
    I'm feeling like I never should
    Whenever I get this way, I just don't know what to say
    Why can't we be ourselves like we were yesterday
    I'm not sure what this could mean
    I don't think you're what you seem
    I do admit to myself
    That if I hurt someone else
    Then I'll never see just what we're meant to be
    Every time I see you falling
    I get down on my knees and pray
    I'm waiting for that final moment
    You'll say the words that I can't say


    3:20 da tarde



     
    SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE

    O amor não é uma conveniência.
    Ou é e eu que não me dei conta.
    Bom, não importa.
    Ou seria mesmo ego?
    O pedestal?
    Quem venera e é venerado, no fundo, mereciam o mesmo castigo.
    E acho que terão: enfrentar a si mesmo.

    Sem porto seguro, novas ilhas se aproximando.
    Esperanças vazias. Sentimentos alheios.
    Em mim não há sentimento algum.
    A não ser o vazio da espera.
    Por alguém que eu possa realmente gostar e querer bem.
    Pena que esse alguém não seja você.
    Pena que esse alguém não seja ninguém.

    (Texto lindíssimo que tirei do fotolog da Liekki - www.fotolog.com/liekki)


    3:13 da tarde


    21.2.06


     
    CICLOS LUNARES

    Experiências de amor são tristes, desesperadoras, aflitas e deliciosas.
    Mesmo quando o momento é maravilhoso, existe a ansiedade em manter assim para sempre, existe o desespero, existe o estranhamento - afinal, a sensação de paz também é incômoda.
    Quem ama é desesperado, erra tentando acertar.
    Liberta, mas quer manter.
    Contraditório.
    Não é a toa que nosso primeiro sentimento de ódio tende a ser direcionado à nosso pais, ou a entidade que o represente.
    Lutamos contra nós mesmos, o tempo todo.
    É tão contraditório que só inspira histórias, canções e divagações belíssimas.


    6:30 da manhã



     
    SEM DIAGNÓSTICO

    Como somos bobos, não?
    Inventamos roteiros, fazemos anúncios, avançamos e recuamos.
    Mas já sabemos tudo o que precisamos saber.
    E isso irrita.
    Daí é que entra a necessidade de "fazer diferente".
    Enfim, no final, qualquer motivo para ser feliz vale a pena.


    É sabido que "crimes perfeitos não deixam suspeitos".
    Quando são deixados rastros, o individuo quer mesmo é ser pego.
    Para se sentir livre dentro de algumas prisões, para se sentir valorizado, para se divertir com quem o caça...
    Ou simplesmente, não há crime algum...

    Céus... Quando é que eu vou crescer mesmo, hein?

    Como cantava Renato Russo em "Sereníssima" (aliás... que nome de música)

    "Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo..."

    P.S: Na pressão, sem tempo e entediada.

    SUBLIMAR É PRECISO...


    6:27 da manhã


    17.2.06


     

    Faith no More


    7:34 da tarde



     
    SESSÃO NOSTALGIA
    Putz, não é que bateu uma nostalgia ao assistir um clipe do extinto grupo "Faith no More"?
    Fui ao show deles...
    Aliás, no curto período de adolescência que tive, até que fui em bons shows.
    Vieram as lembranças: Metrô, Maracananzinho lotado, comprei uma camiseta da banda na hora e botei por cima da que usava.
    Eu e meu melhor amigo da época pulando e cantando desesperadamente.
    Pô, a MTV tocava os clipes do Faith direto e adorávamos o Mike Patton.
    Acho que por isso, quando vi o mesmo Mike no Claro que é Rock do ano passado, me senti, assim... meio íntima, sabe? hehehe
    Lindo como as lembranças vieram.
    Lembro até da minha indumentária: calça jeans, boot preto, camiseta preta (com a camiseta branca da banda por cima).
    Inocência...
    Nem beber eu bebia... Odiava.
    O que mudou de lá para cá?
    Muita coisa.
    Só a maldita inocência permanece...
    Deve ter um motivo.
    Incrível como a música que eu mais gostava de cantar parece ter muito mais sentido agora...
    Faith No More - Falling To Pieces
    Back and forth, I sway with the wind
    Resolution slips away again
    Right through my fingers, back into my heart
    Where it's out of reach and it's in the dark
    Sometimes I think I'm blind
    Or I may be just paralyzed
    Because the plot thickens every day
    And the pieces of my puzzle keep crumblin' away
    But I know, there's a picture beneath
    Indecision clouds my vision
    No one listens...
    Because I'm somewhere in between
    My love and my agony
    You see, I'm somewhere in between
    My life is falling to pieces
    Somebody put me together
    Layin' face down on the ground
    My fingers in my ears to block the sound
    My eyes shut tight to avoid the sight
    Anticipating the end, losing the will to fight
    Droplets of "yes" and "no"
    In an ocean of "maybe"
    From the bottom, it looks like a steep incline
    From the top, another downhill slope of mine
    But I know, the equilibrium's there
    Indecision clouds my vision
    No one listens
    Because I'm somewhere in between
    My love and my agony
    You see, I'm somewhere in between
    My life is falling to pieces
    Somebody put me together



    7:08 da tarde


    16.2.06


     
    LUA DE FEL
    Acho que o orkut (isso sem mencionar a internet de uma maneira geral) foi a grande sacada psicanalítica do século.
    Instiga a sublimação, estimula a histeria, alimenta a paranóia e as pessoas nem percebem.
    Ou se percebem, tem a certeza de que algo as protegem.

    Pelo orkut, você descobre:

    *Se é sexy, pop, confiável e bla bla bla
    *A preferência sexual de alguém
    *Que uma amiga deseja engravidar
    * Intimidade das pessoas
    *Que as pessoas mentem
    * Você vira "stalker" e se questiona por isso...

    Mas isso, a moça que se destaca na multidão já tinha falado melhor de outra maneira.

    Sei que ela me concederá licença poética para transcrever seu post aqui:

    Acho mesmo que eu careça de interpretação, mas quanto à parte de privacidade, pouco me importa. As pessoas têm blogs, orkuts, flogs e afins, e ainda insistem em negar seu exibicionismo. É tudo ego. Para as grandes verdades ou os poucos segredos já existe email.

    A minha grande pergunta é:
    Porque insistem em negar o EGO???
    E o exibicionismo?

    Sim, eu faço perguntas demais.

    *Falando em mentiras, aquelas sinceras me interessam, sim.
    Aquelas contraditórias eu dispenso com força.

    O grande recado do filme "Dogville" é:
    Quando você se oferece por completo à uma pessoa, acaba por corrompê-la.
    Pois bem, cansei de corromper.
    Quero agora ser corrompida
    .

    Daqui para a frente, toda vez que eu for chamada de paranóica, vou levar isso como um elogio daqueles.
    Até aqui, a minha paranóia se mostrou intuitiva. E certeira.

    Não é a toa que torço a cara para os passionais demais.
    Aqueles que vivem no extremo: "vamos jogar tudo para o alto, você é minha obsessão, bla bla bla...", mereciam a guilhotina.

    Aprender a diferença entre amor e paixão é imprescindível.
    Ou então, é melhor não largar as fraldas

    Cansei dos Édipos - Narcisos.
    Basta.
    Que venham os outros arquétipos.
    Ou que eu feche o parque de diversões.

    E, sim, estou em processo de tratamento a la "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".
    Inquestionavelmente.
    Para quem achava que eu já não era "docinha", saberão o que é o fel agora.
    Para quem não me rotulava, sou a mesma jacu de sempre
    :)
    P.S: Amantes imaginários dão menos trabalho.
    E o meu tem a boca mais perfeita da face da terra.
    E não falo de Angelina Jolie, não.
    Hehehe. (para não dizer que eu perdi o bom humor)


    2:39 da manhã


    10.2.06


     
    Aniversário de filho é um evento diferente para os pais

    Não é só uma comemoração que te deixa de cabelos em pé com tantas coisinhas para resolver.
    É a celebração da vida mais importante de sua vida.
    Os pais ficam nostálgicos.
    Eu, particularmente, fico vendo pequenos trechos de lembranças passando como filme em minha mente.

    Do dia em que o resultado do exame de farmácia feito no banheiro do trabalho mostrou os dois riscos azuis confirmando a gravidez.
    Do choro de susto misturado com o de imensa alegria.
    Da barriga indo dormir de um tamanho e acordando de outro.
    É, a calça preferida não entrava mais...
    Do dia em que fui para a maternidade, dia ensolarado, lindíssimo.
    Eu estava bastante ansiosa, afinal, às 19:30 do dia 10/02/03, a menininha abandonaria a sua morada há 09 meses e aí, como seria para a gente a partir desse momento?
    Tê-la dentro de mim era como receber afagos diários de Deus.
    Eu que nunca tinha levado um ponto na vida, percebi que sangrar nunca foi tão belo.
    Quando tive o primeiro contato com ela, não conseguia falar, apenas chorava lágrimas nunca antes derramadas.
    Fomos separadas para os procedimentos de praxe e no reencontro, minha barriga gelou.
    Lá vinha a mocinha toda de rosam, do colo da enfermeira para o meu.
    Meus braços seguravam algo divino.
    Lembrei-me das palavras de Madonna comentando a condição de mãe "acho que a gravidez é uma grande brincadeira de Deus com as mulheres".
    Não é um mar de rosas sempre. Não mesmo.
    É como um mar apenas. Ora calmo, ora turbulento.
    Passei seis meses da minha vida morta. O tempo em que fiquei, relativamente, longe dela...
    Mas o instinto animal existe para isso, para devorar o que as coisas ruins e limitante que nos cercam e preservar o que é preciso.
    Sei que um dia ela olhará para mim e falará: Deixe de ser dramática, mãe. Afinal, ela é aquariana.
    Prática até dizer chega.
    Vê-la crescer é resgatar as forças que subestimei.
    Primeiro ano foi o ano de descobertas dela. Dores, decisões e rompimentos para mim. E a dádiva de ser a mãe dela.
    Segundo ano, do desenvolvimento, da escolinha, da nova vida, das espertezas, manhas e tudo mais. Reestruturação para mim. E a dádiva de ser a mãe dela.
    Terceiro ano, o que se inicia hoje, será de desfrutes, alegrias, surpresas da vida e olhar certeiro para o caminho que temos que percorrer. E a dádiva de ser a mãe dela.
    Com todo o amor que eu nunca saberei expressar, desejo à Maria Luiza toda a felicidade do mundo, liberdade, leveza, força e coragem.

    Feliz aniversário, minha deusa!


    4:14 da manhã


    5.2.06


     


    OS ELEITOS "BETTY FARIA" DO PERÍODO...

    Uiiii!

    Filme com cenas lindíssimas e tensões diversas.
    Recomendo.
    Aliás, no mote do próprio filme, pergunto:

    * Como você lida com o amor?
    * Como você lida com aquilo que você não sabe bem o que é?
    * Como você lida com aquilo que você quer se livrar mais ao mesmo tempo não quer?
    * Como você lida com tudo aquilo que é mais forte que você?

    Pois é... Foram com essas e outras perguntas que eu saí, deliciosamente, me fazendo do cinema.


    2:12 da tarde



     
    Cheguei a conclusão de que quando as pessoas não tem problemas, ficam entediadas e começam a procurar chifre em cabeça de porco.
    Não que eu fuja a regra, mas na minha tentativa de fugir do tédio e da mesmice eu não arrolo os outros.
    Meus problemas existenciais se resumem a questões simples que se transformam em grande dilemas. Do tipo:
    Tomo café com açúcar ou adoçante?
    Como pão integral ou tradicional?
    Eu fui a mulher mais importante da vida de fulaninho?
    Essa pessoa é chata ou é legal?

    E por aí vai... as pequenas questões viram grandes dilemas e o tempo passa.

    Jogar minhas neuroses em cima dos outros, eu evito fazer.
    E não tenho paciência com quem faz.
    *******************************************

    Durante o "workshop" sobre liderança e gestão de pessoas (é, para aprender como conviver com ser humano e "cerumano"), eu viajava....
    E sentia vontade de fumar (mesmo não sendo fumante assídua) e pensava naquela música dos Engenheiros do Havaí que diz assim: "... eu que não fumo queria um cigarro, eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês...".
    Apesar do trecho não ser totalmente aplicável.
    Amar eu amo.
    Mas amo o médico e o monstro ao mesmo tempo.
    E deveria amar um e abominar o outro.
    Ou seja, gosto de roteiros mas não sei segui-los.
    E a minha capacidade para esse tipo de sentimento é efêmera.
    Ainda que isso seja só uma impressão ou uma pequena e doce mentira que costumo contar à mim mesma para me proteger.
    Consigo? Certamente não?

    E sim, acredito em sentimentos à primeira vista.

    "Qualquer coisa" at first sight.


    1:47 da tarde