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    29.3.06


     
    O TAL COMPORTAMENTO PARANÓICO

    Chegaram até aqui procurando por "comportamento paranóico".
    Bom, eu não sou a melhor pessoa para falar sobre isso, pois, certamente atrapalharia as definições e colocaria mais sal na paranóia alheia.
    Mas a questão é que a minha paranóia se mostrou altamente intuitiva até agora.
    E todos os psicólogos com quem conversei até hoje ou cansaram das minhas teses ou não souberam (não, eles não sabem de tudo, não são oráculos) definir a linha tênue que separa a paranóia da intuição.
    Apenas apontaram o exagero. Aquela coisa de deixar de fazer algo em prol de uma teoria paranóica.
    Até porque eu tenho várias. Muitas mesmo.
    Minhas teorias paranóicas ora parecem absurdamente coerentes ora surreais.
    Não acredito no acaso.
    Se as coisas não acontecem no plano inconsciente, com certeza acontecem no muito bem planejado ou no usual.

    Um exemplo?

    Dia desses, no caminho para casa, fui assaltada.
    Logo após uma cerveja rápida com um amigo num boteco.
    Coisa de cidade grande. Rio de Janeiro. Aparentemente normal.
    Nada de grave. Um celular e cartela de ticket refeição no final.
    Todos falam para eu "dar graças à Deus" e eu concordo, procurando refúgio nas condicionais de "poderia ser pior".
    Cômico se não fosse trágico. E vice versa. Mas, tudo bem, vamos ao ponto.

    Hoje recebo fotos de um colega de trabalho que está na Inglaterra.
    Fotos de sua despedida. Infelizmente, não pude estar.
    Típica farra carioca. Boteco pé sujo, mesas e cadeiras na calçada, descontração.
    Olhando fotos aparentemente normais, de conhecidos bebendo, comendo, se divertindo e fazendo poses para os flashes, observo o movimento não visto do restante do cenário.
    Eis que meu coração dispara por segundos.
    A quantidade de vendedores disso e daquilo em volta, em grupos, atrás das mesas, é enorme.
    Deixando a minha "Pollyanice" de lado, reúno dados suficientes para acreditar que "perfis" podem estar sendo observados e "fichas" sendo preparadas.
    Quanto você bebeu, como está indo embora, o que porta.
    Sim, estamos sendo observados.
    Pessoalmente, à distância, virtualmente.
    O que isso muda?
    Nada... somos apenas mais "uns".

    Sim. Eu sou paranóica.
    E vou passar a ter mais compaixão com as minhas possíveis crises.
    Acabo de adotar a paranóia como algo de estimação.


    6:45 da manhã