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    9.3.06


     
    TERAPIA DA CABEÇA AOS PÉS

    Eu já havia postado aqui que na minha sessão terapêutica:

    *É necessário tirar os sapatos para entrar na sala;.
    *Existem almofadas no sofá confortável

    Comentei também que observo os sapatos deixados do lado de fora pelos outros curiosos no saber sobre si mesmo.
    Falei da Juliana, a moça do tênis branco com umas sujeirinhas que o deixavam ainda mais bacanas e de como havia aprendido com ela que não devemos temer sujar aquilo que podemos limpar.
    Desde então, não havia mais visto Juliana.
    Ontem, a reencontrei.
    E novamente aprendi algo com ela.
    Desta vez, Juliana usava uma sandália rasteira com tiras finas e bem douradas.
    Um dourado lindo, brilhante.
    Nada perua. Tinha tudo a ver com seus provavelmente iniciados vinte anos.
    Como de costume, o "oi" dela foi bem tímido, olhando para baixo.
    Eis que observei a minha sandália, que, coincidência, tinha salto médio e tiras bem fininhas também, deixando o pé semi nu.
    E observei também a cor, aquela cor de "burro quando foge", ou seja, cor de nada.
    Uma cor que quase some na minha pele muito branca, o único contraste é o esmalte escuro na unha.
    Um pé da sandália estava em pé e o outro deitado.
    Como se um estivesse acordado e disposto e o outro descansando.
    Ou, um sorrindo e outro chorando.
    Percebi que não tem graça ser uma cor que não expressa nada.
    O dourado da sandália de Juliana me remeteu ao brilho do pote de ouro que dizem existir atrás do arco íris.
    Juliana não tem receio em brilhar, ousar e abusar.
    Nem eu terei.
    Faltava cair essa ficha.
    E caiu.


    8:22 da manhã