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    5.7.06


     
    MORADA, MORADIA, CASA, LAR E CIA
    Durante a meditação, eu não consegui esvaziar a minha mente...
    No lugar, me veio em pensamentos retratos de um lugar onde eu gostaria de estar, o meu canto, talvez uma casa, mas era aconchegante demais para ser só uma casa.
    Talvez fosse um lar.
    Aí sim, faria sentido...
    Talvez paredes pintadas de amarelo clarinho, bastante almofadas, um quadro colorido na parede.
    Luz baixa na sala, uma mesa com arranjo de flor no meio.
    Quando o pensamento se aprofundava, no entanto, algumas projeções perdiam-se e se misturavam à memórias.
    Lembrei da primeira casa que tive. Praticamente não tinha muita decoração. Era correta, mas um pouco fria.
    A segunda casa, já tinha mais a minha cara: manta no sofá, um aparador contendo uma mini fonte de água, jardinzinho japonês, um potinho de vidro com balinhas coloridas também de vidro, espelho grande na parede, algumas fotos em um porta retrato de parede.
    Eu não gostava do banheiro, tinha muita luz.
    O banheiro na primeira casa eu gostava bastante, mas a minha necessidade em agradar o outro não permitiu que eu o deixasse do jeito que gostaria.
    Acontece. Ou melhor, acontecia, agora sou partidária do egoísmo saudável.
    Deixei essas duas casas para trás. Tudo que havia nelas também ficou para trás. Acho que só levei duas panelas de fondue, as quais nunca usei.
    Sei que pessoas fizeram e fazem proveito das coisas que deixei.
    Bom para elas.
    As vezes me pergunto o porque deixei essas casas para trás...
    Se algo mudou ou melhorou mesmo, ou eu apenas digo sim para justificar a decisão.
    Daí me vem a resposta: deixei porque eram casas, não eram um lar.
    Um lar é minha atual obsessão.

    A primeira vez em que saí de casa, aos dezessete, foi porque eu realmente queria sair da casa em que vivia com a família.
    Não que eu não estivesse apaixonada, mas a mola propulsora foi o desejo de sair.
    Uni o útil ao agradável.
    Na segunda vez, aos vinte e cinco, foi única e exclusivamente por culpa. Também estava apaixonada, bem menos que da primeira vez, mas a culpa é que comandava as ações.
    Na terceira vez, aos vinte e sete, foi porque o castelo de cartas que construí desmoronou.
    Com isso voltei para onde eu nunca pensei que estaria. Ninguém mandou eu pensar...
    Me pergunto, agora, aos vinte e nove, qual seria o motivo da minha saída...
    Acho que é a busca pelo lar, não apenas a busca pela privacidade, conforto, etc.

    É o lar também que busco nas pessoas.

    Não consigo chorar.
    Tão pouco gosto de me fazer de vítima.
    Mas também não sei pedir um abraço...
    Problema meu, eu sei...


    12:23 da tarde


    Comments:
    Queria eu tb ter meu próprio lar?
    Sim.

    Queria eu ser a pessoa a te dar um lar?
    Sim.

    Eu posso?
    Não.

    Por que?
    Pq vivemos uma realidade que tudo se paga com dinheiro. E isso é algo q não tenho.

    O que eu posso oferecer?
    Meu sincero amor, minha amizade, meu carinho, minha apreciação, meu ombro, meus abraços demorados, meus beijos.

    Isso vale algo?
    Pra mim valeria muito. Então procuro dar a quem gosto o q gostaria pra mim.

    Beijos Clau .... sei que não ajuda muito, mas saiba q vc tem um lar no meu coração. Te adoro.
     
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